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domingo, 10 de abril de 2011

In Memorian de Frei Caneca



Quem olha para Pernambuco hoje no mapa do Brasil, não imagina que o seu território já ocupou mais de 40% da região Nordeste.

Os contornos atuais de Pernambuco fora lhes imposto após a Confederação do Equador, em 1824, quando D Pedro I, o então Imperador do Brasil, seguindo os passos de seu pai,
D. João VI, que após a Revolução Pernambucana ou Revolução de 1817, havia mutilado a Província de Pernambuco criando assim a  Província de Alagoas.

É importante salientar que a região mutilada de Pernambuco em 1824, nomeado de Comarca do São Francisco, teve um destino bem diferente.

Contrariando as Leis Imperiais, que proibiam a divisão de uma província para beneficiar outra. 


A comarca do São Francisco foi desmembrada e entregue, em caráter provisório,  primeiro a  província de Minas Gerais, e por último a província da Bahia, a quem faz parte até os nossos dias.

E o que era de caráter provisório nos papéis, se tornou definitivo pela vontade política.

 Já passara 185 anos, e o erro, ainda  irreparável, que antes serviu para mostrar o despotismo do Imperador, hoje, tira a legitimidade da República(¹), ao colocar entre os heróis nacionais o nome  de Joaquim da Silva Rabêlo, O  Frei Caneca, morto brutalmente por lutar por uma  república. E, não restituindo a Pernambuco, berço do movimento republicano no Brasil, do ato de crueldade cometido contra seu território.  


O que diria Frei Caneca se estivesse vivo?



Cronologia da Fragmentação:

1660 - Após a Insurreição Pernambucana, as capitanias do Rio Grande, Siará, e Parahyba  são atreladas a Capitania de Pernambuco.

1779 - As Capitanias do Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, por decreto Real ganham autonomia

1817 - Após a Revolução Republicana em Pernambuco, o território das Alagoas, é separado criando-se uma nova Província.

1824 - Após a Confederação do Equador, o território da Comarca do São Francisco, antes sertão Pernambucano, é retirado em caráter provisório. Passando a integrar atualmente a Estado da Bahia.

(1) Apesar da historiografia Nacional querer fazer todas as revoltas, conjurações e revoluções de caráter separatista ocorridos desde a colônia até o Império, embriões para formação de um país chamado Brasil. É de suma importância entender que cada revolta local ou regional, nada mais eram que tentativas sociais, micro ou macro regional, de emancipação de um poder que em detrimento de Portugal ou do poder Imperial Nacional lhes impedia de desenvolver.






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